Sobre a bailarina:

"Dançar é explorar sua mente; expressar através do corpo seus sentimentos. Então, dance! Se entregue ao som e deixe que sua alma se manifeste."
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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Dabke

Olá!!
Nessa semana minha professora, Luana Pinheiro, começou a montar a coreografia que dançaremos no espetáculo que acontecerá em novembro. E uma parte dela será basicamento um Dabke. Mas, o que é isso??
Vejamos ...

Dabke é uma dança que é altamente popular no Líbano, Palestina, Jordânia e Síria e seu nome significa " Bater o pé no chão".
Não se sabe ao certo sua origem , porém existe a hipótese que a mesma surgiu a partir de um trabalho coletivo no Líbano: as casas possuiam tetos feitos de lama e galhos; quando havia a transição das estações outono/inverno, a lama rachava, então a reforma era efetuada por vários vizinhos em fila, de mãos dadas, que o pisoteavam para recompactá- la. Existe também outra ideia, sugerida pelo documentário "Que teus olhos sejam atendidos", que diz ser o dabke a "dança da vitória", pois os árabes dançavam após uma vitória numa guerra.
Essa é uma dança muito alegre, que baseia-se em vários pulos, chutes e agachamentos. O ritmo é alegre e contagiante.
Presente em festas tradicionais, como casamentos e comemorações, deve ser praticada com muita energia e quanto mais pessoas puderem dançar, melhor!


Seguem alguns vídeos de dabke.


Beijo!






















http://www.grupolitani.com/?conteudo=canal&canal_id=9
http://cadernosdedanca.wordpress.com/2011/03/09/uma-breve-historia-do-dabke/

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Bailarina do mês : Shahrazade

Shahrazad Sahid Sharkey, nascida Madeleine Iskandarian, é palestina, da cidade de Belém, morou na Síria quando criança tendo se refugiado no Líbano após a Nakba (criação de Israel) e mais tarde veio com sua família morar no Brasil e trouxe com ela a magia e a beleza da dança do ventre. Descendente de armênios, começou a dançar com apenas 7 anos de idade e brilhava nos programas de televisão quando a TV ainda era em preto e branco… Mais tarde, se mudou para Síria, onde se casou e teve seus dois filhos, Margarida e Richard.


Sua vinda ao Brasil ocorreu por volta de 1957, e por 18 anos trabalhou como cabelereira. Nos anos 70 voltou a se dedicar à dança do ventre, mas foi em 1979 que Shahrazad Sharkey nasceu, quando começou a se apresentar no Bier Maza, em São Paulo. Shahrazad não apenas dançava, como também cantava, sendo a primeira dançarina do ventre e cantora árabe do Brasil. Ao lado do Bier Maza, o restaurante Porta Aberta também passou a oferecer a dança do ventre como entretenimento para seus clientes, tornando-se os responsáveis pela difusão da música árabe e da dança do ventre, apresentando importantes grupos musicais como o Wadih Koury. Dançava de sapato de salto, com figurinos e acessórios extravagantes, possuía um estilo forte, marcante. Pra quem pensa que “caída turca”, “abertura” ou os “mega cambré de Saida” são coisas modernas, está completamente enganada!!! Shahrazad já tinha estes movimentos incorporados à sua dança e viajava o mundo todo ensinando a dança do ventre.
Shahrazad logo conquistou grande sucesso, passando a divulgar a dança do ventre por todo o país, viajando com o grupo Wadih Koury (que contava com o percussionista Fuad Haidamus, mestre e também precursor da música árabe no Brasil), e também dando aulas para as brasileiras, ainda sem qualquer conhecimento desta dança. Shahrazad criou um método para ensinar mulheres dos 7 aos 90 anos, tendo atualmente diversas discípulas, como a famosa dançarina Layla Suheil, que atualmente divulga o estilo brasileiro pelo mundo. O foco do trabalho da mestra Shahrazad é o trabalho com a feminilidade, com o corpo, considerando a dança do ventre aliada para o sexo e para o parto. Ela já possui diversos livros publicados, como o “Resgatando a Feminilidade”, leitura recomendadíssima. A sua inspiração é voltada ao Egito, ainda que tenha sua “formação” libanesa. Ela diz que não busca uma coreografia na dança, o que lhe importa é o resgate da essência feminina. Sharahzad formou a primeira geração de dançarinas do ventre brasileiras, e a partir delas, tivemos a dança do ventre difundida por todo o Brasil. Se não fosse a iniciativa desta palestina, que se considera “brasileira roxa”, o que seria da Dança do Ventre no Brasil?



http://mybellydanceworld.wordpress.com/category/bailarinas-os-internacionais/

domingo, 22 de janeiro de 2012

1001 Ensinamentos - Shahrazade


"Meu trabalho não tem a pretensão de criar novas coreografias, pois a Dança do Leste existe há séculos, no mundo árabe.Tudo já foi dançado. Meu trabalho é outro: o desenvolvimento do corpo feminino. É um trabalho corporal, no qual cada gesto envolve um profundo respeito pela essência humana. Cada movimento é sagrado(...)Esta dança não é para a pessoa meramente se exibir; ela é a realização de um sonho. A mulher tem o direito de dançar, em qualquer idade ou forma. Não é uma dança apenas para quem é jovem e magra: este é um padrão ocidental que limita a felicidade das mulheres. Qualquer mulher pode realizar a fantasia de estar dançando, e dizer: "eu tenho 90 anos, ou 150 quilos, mas veja como sou flexível!"; ela não precisa ser uma bailarina profissional ou professora, pode ser uma dona-de-casa.(...)Meu trabalho é divulgar o verdadeiro valor da dança."

                                                                                                                Shahrazad













http://mastershahrazad.multiply.com/journal/item/38?&show_interstitial=1&u=%2Fjournal%2Fitem

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Mapa dos países de influência árabe




O termo Semita é popularmente empregado para designar os seguidores do judaismo, todavia ele refere-se a todos que falam as Língua Semiticas, tais como o árabe e o Hebraico. Os Semitas vivem em zonas do Oriente Médio e da áfrica do Norte, como ilustra a imagem.













http://www.historiadomundo.com.br/arabe/mapa-paises-influencia-arabe.htm

domingo, 15 de janeiro de 2012

História do Mundo Árabe

Olá ... Meninas, encontrei num site muito bacana um artigo sucinto sobre a história do mundo árabe ... Que tal conhecermos um pouco?


Os árabes têm a sua história vinculada ao espaço da Península Arábica, onde primordialmente se fixaram em uma região tomada por vários desertos que dificultavam a criação de povos sedentarizados. Por isso, percebemos que no início de sua trajetória, os árabes eram povos de feição nômade que se intercalavam entre as regiões desérticas e os valiosos oásis presentes ao longo deste território.

Conhecidos como beduínos, essa parcela do povo árabe era conhecida pela sua religião politeísta e a criação de animais. A realidade dos beduínos era bem diferente da que poderíamos ver nas porções litorâneas da Península Arábica. Neste outro lado da Arábia, temos a existência de centros urbanos e a consolidação de uma economia agrícola mais complexa. Entre as cidades da região se destacava Meca, grande centro comercial e religioso dos árabes.

Regularmente, os árabes se deslocavam para cidade de Meca a fim de prestar homenagens e sacrifícios às várias divindades presentes naquele local. Entre outros signos sagrados, destacamos o vale da Mina, o monte Arafat, o poço sagrado de Zen-Zen e a Caaba, principal templo sagrado onde era abrigada a Pedra Negra, um fragmento de meteorito de forma cúbica protegido por uma enorme tenda de seda preta.

A atração de motivo religioso também possibilitava a realização de grandes negócios, que acabaram formando uma rica classe de comerciantes em Meca. Nos fins do século VI, essa configuração do mundo árabe sofreu importantes transformações com o aparecimento de Maomé, um jovem e habilidoso caravaneiro que circulou várias regiões do Oriente durante suas atividades comerciais.
Nesse tempo, entrou em contato com diferentes povos e, supostamente, teria percebido as várias singularidades que marcam a crença monoteísta dos cristãos e judeus. Em 610, ele provocou uma grande reviravolta em sua vida ao acreditar que teria de cumprir uma missão espiritual revelada pelo anjo Gabriel, durante um sonho. A partir de então, se tornou o profeta de Alá, o único deus verdadeiro.

O sucesso de sua atividade de pregação acabou estabelecendo a conquista de novos adeptos ao islamismo. A experiência religiosa inédita soou como uma enorme ameaça aos comerciantes de Meca, que acreditavam que o comércio gerado pelas peregrinações politeístas seria aniquilado por essa nova confissão. Com isso, Maomé e seu crescente número de seguidores foram perseguidos nas proximidades de Meca.

Acuado, o profeta Maomé resolveu se refugiar na cidade de Yatreb, onde conquistou uma significativa leva de convertidos que pressionaram militarmente os comerciantes de Meca. Percebendo que não possuíam alternativas, os comerciantes decidiram reconhecer a autoridade religiosa de Maomé, que se comprometera a preservar as divindades milenares da cidade de Meca.
A partir desse momento, os árabes foram maciçamente convertidos ao ideário do islamismo e vivenciaram uma nova fase em sua trajetória. Entre os séculos VII e VIII, os islâmicos estabeleceram um processo de expansão que difundiu sua crença em várias regiões do norte da África, da Península Ibérica e em algumas parcelas do mundo oriental.















Escrito por:Rainer Sousa
Disponível em: http://www.historiadomundo.com.br/arabe/ as 17h 54 min de 14/01/2012
Imagens: http://historiadordoimpossivel.blogspot.com/2009/03/o-mundo-arabe-contemporaneo-por-adriane.html

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

A Dança do Ventre no Brasil

 Olá Meninas..lá vai a história sobre a difusão da Dança do Ventre aqui no Brasil...
Beijos!


 Em nosso país, no início dos anos 70, alguns restaurantes árabes faziam apresentações de Dança do Ventre como atração para seu público, que eram, em suma, pessoas da colônia árabe. Esse foi o pontapé inicial para muitas bailarinas que conhecemos , umas ativas e outras que tornaram-se lendas vivas da dança, com Samira Mattar, Shahrazad, Soraia Zaied, Camelia e Warda.
Normalmente, as apresentações eram realizadas por três músicos , que tocavam num pequeno palco, os instrumentos alaúde, derback e daff, e em determinado momento, uma ou duas bailarinas eram chamadas para dançar. Eis que surgia  a primeira geração de bailarinas no Brasil. Eram elas: Shahrazad, Samira, Rita, Selma, Mileidy e Zeina.







 Ao longo dos anos 80, esses lugares encerraram suas atividades , mas a dança gerou fascínio nas mulheres brasileiras. A casa de chá Khan el Khalili, localizada na zona Norte de São Paulo (SP), que inaugurou em 1983, foi essencial na promoção dessa cultura. A casa fazia as Noites Egípcias, que eram apresentações da dança. Na primeira noite estavam as bailarinas Samira, Rita, Selma, Rosana e Mileidy.
 A Khan el Khalili, dirigida por Jorge e Lulu Sabongi por 21 anos, partiu-se em duas organizações  distintas: a casa de chá Khal el Khalili (dirigida por Jorge) e o pólo de ensino da dança, Shangrila House (de Lulu).
A procura de leigos desenvolveu um mercado ainda emergente em torno da dança, que envolve desde o ensino até espetáculos para apreciação e difusão da arte.








http://karendanzas.blogspot.com/
Revista Pratique! Dança do Ventre
Ed. 1 Editora Case
Escrito por: Lulu Sabongi
Adaptação: Karen Bueno

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Origens da Dança do Ventre- Parte III

 As antigas religiões femininas declinaram por volta de 3.000 a.C., em sua maioria, substituindo o matriarcado por patriarcado. As Deusas lunares foram associadas a escuridão, eis que inicia-se a era da mitologia solar, de consciência masculina.
 A lua era vista como o lado negativo da vida e com o passar dos séculos tudo foi esquecido. A complementariedade entre homem e mulher foi distorcida a a aliança da natureza como feminino, foi considerada profana e perigosa para o "homem perfeito" que surgia.







 A Dança Sagrada Feminina ( na qual os movimentos do quadril e da pélvis dominavam ) estava presente em todo o mundo, pois dançar era uma maneira de oração e reverência, e a religião era a parte do cotidiano. Porém, a mudança cultural transformou a sociadade e, consequentemente, a dança.
 A sexualidade e sensualidade aliadas à natureza, expressa pelas melherees na dança, já não mais servia a elas e a dança tornou-se um entretenimento aos expectadores.
 O desenvolvimento de culturas primitivas tomou novos caminhos e novas crenças surgiram; estas reprimiam os rituais prertencentes à antiga fé. Logo, a Dança do Ventre morreu em muitas partes do mundo. Nos lugares que sobreviveu, sofreu algumas modificações e se transformou no entretenimento que conhece-se atualmente.






Meninas, espero que vocês tenham gostado dos artigos...  essa história é linda!
Não esqueçam : dancem com o corpo e com o coração... nada é por acaso , nem mesmo a dança!
Beijinhos!















Revista Pratique! Dança do Ventre
Ed. 1 Editora Case
Escrito por: Lulu Sabongi
Adaptação: Karen Bueno
http://palcodadancadoventre.blogspot.com/2011/02/as-fases-da-danca-do-ventre-na-carreira.html

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Origens da Dança do Ventre - Parte II

 Nesta época, as mulheres reuniam- se mensalmente em rituais de fertilidade, normalmente durante a noite, com a ausência de homens, em locais como colinas ou terrenos elevados. As colinas simbolizam o feminino, pois emergem sutilmente da terra, tal como o ventre se mostra no relevo do corpo. E era ali que as mulheres dançavam. Uma dança que podia ou não aumentar ou estimular a energia sexual, despertar o prazer e louvar os mistérios da vida. Essa relação com o corpo expressava sentimentos... emoções ... sofrimentos e prazeres de ser mulher. Mulher que, por meio da dança entrava em harmonia com o universo, entregando-se ao divino.

 A Dança do Ventre expressa todo esse amor, essa mágia envolvidano corpo e alma feminina e pode ser de fato considerada a dança mais antiga executada pelas mulheres. O corpo  era usado como um instrumento para alcançar o sagrado (oportunidade de dissolver o ego e aproximar-se do celestial).
 Atualmente, essa técnica é utilizada em diversas religiões, nomeadas Dhikr, que significa chamar ou religar a Deus, ou de Raks, que significa estremecer e agitar o coração.
O tambor é um fiel acompanhante de todas as danças sagradas. Suas batidas são como as batidas do coração, que dissolve todo o sentido de tempo e espaço.
















Revista Pratique! Dança do Ventre
Ed. 1 Editora Case
Escrito por: Lulu Sabongi
Adaptação: Karen Bueno
http://dianibianchi.blogspot.com/2011/06/danca-do-ventre-corpo-mente-e-alma-em.html

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Origens da Dança do Ventre - Parte I

Meninas ... feliz ano novo!
Primeira matéria de 2012 ...
Arrasaremos este ano, heim ! Quero ver todo mundo balançando esses quadrís nuns shimmies loucos! Hehehe!
E, para começar com o pé direito, lá vai a história da Dança do Ventre ...Já me disseram tantas barbaridades sobre ela, que resolvi esclarece-lá aqui, e com devida referência: artigo escrito por Lulu Sabongi... Tá bom, né?
Resolvi parti-lo pois ele é muito longo, mas logo mais ele está completinho ... vou imitar a Sherazade ... Espero que gostem da matéria... e que as pessoas conheçam essa história tão incrível!









Dançar é a mais antiga forma de expressão espiritual e todas as outras "artes" que conhecemos (tais como teatro) desenvolveram-se a partir dela.
Devido seus conhecimentos e sua mágica e direta ligação com a vida, as mulheres tornaram-se guias e posteriormente sacerdotizas e representantes terrenas das Deusas . Através da linha sucessória da mães e filhas, sem aparente fim, as mulheres  eram as mensageiras terrestres quue carregavam o mistério da vida dentro de si, dentro do ventre.
Vivendo em comunhão com a natureza, as mulheres  possuiam alta compreensão das mudanças de seus corpos: sabiam quando ovulavam e quais sinais que antecediam as fases reprodutivas.
Numa cultura em que a procriação significava sobrevivência  e a conexão entre a sexualidade, ciclo reprodutivo e nascimento era parte do cotidiano, a lua tinha seu papel: simbolizar o ciclo da vida, o que explica a Deusa da fertilidade ser lunar. A lua é a origem do Sagrado Feminino.
Essa Deusa recebeu inúmeros nomes ...
  •  Oriente Médio: Ishtar, Innana, Iramat, Astarte;
  • Egito: Ísis, Neith, Hathor, Maat;
  • Grécia: Demeter, Hera, Artemis, Afrodite, Perséfone, Hécate, Europa;
  • Roma: Juno, Diana;
  • Extremo Oriente: Shakti, Aditi, Durga (Índia), Iara(Tibete), Kivan Yin (China), Kannon (Japão). 

A constatação do fato de que as fases lunares abarcavam o período de fertilidade feminina, foi estabelecida uma divisão do tempo baseada na movimentação lunar. Já foram encontrados calendários lunares entre 40.000 a 8.000 a.C., ilustrado por um pequeno traço, para um dia de sol normal, e um longo traço, para a lua cheia ou nova. Todavia , existem desenhos em antigas cavernas que ilustram uma Deusa lunar rodeada de luas crescentes, um traço fino para lua nova, três para a lua  cheia e para o dia seguinte. Entre uma lua cheia ou nova, até a próxima, havia 29 dias e noites, e 12 meses lunares completavam um ano.
Descobriu-se também que durante as noites de verão (Lua Cheia), os campos eram cobertos por orvalho e a pele humana  era mais hidratada. Essas condições proporcionavam  mais nascimentose assim, a propagação da vida.
O ciclo feminino foi aceito por ser regrado pela lua. Foram ancontrados calendários diários, ligados ao ciclo reprodutivo feminino, com data anterior a 30.000 anos a.C., que marcavam dias propicios para a concepção e número de meses lunares até o nascimento do bebê.


















Revista Pratique! Dança do Ventre
Ed. 1 Editora Case
Escrito por: Lulu Sabongi
Adaptação: Karen Bueno
http://renatasalgado.blogspot.com/2011/07/menina-dos-cabelos-negros.html